Páginas

Mostrando postagens com marcador minha casa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador minha casa. Mostrar todas as postagens

Uma casa precisa ser um lar, para que a gente seja feliz

Acho que nunca fiquei tanto tempo longe daqui. A ascensão do Instagram, hoje considerado blogue por muita gente, a criação da minha loja virtual de acessórios femininos, uma profunda crise de depressão, uma separação traumática, um relacionamento abusivo, enfim, foram muitos os fatores que me afastaram deste blogue, que criei em 2010 (meu Deus! vamos fazer 10 anos!), porque eu vivia angustiada por viver em uma casa que não tinha nada a ver comigo, um espaço que eu queria modificar e imprimir personalidade, mas não tinha forças para fazê-lo sozinha. 






Na verdade, acho que esta é a primeira vez que escrevo sobre as razões pelas quais eu criei o blogue. Eu tinha sim o interesse de escrever sobre Decoração, porém, era mais do que isso: era o desejo de escrever sobre o ato de morar, o desejo era morar em uma casa que me fizesse bem. Eu morava na época na mesma casa em que moro hoje, contudo, hoje ela tem a minha cara, embora estejam faltando alguns detalhes ainda. Hoje eu vivo em um ambiente harmônico, com personalidade, mas quando eu resolvi escrever o Casinha Bonitinha, eu estava em busca de identidade. 




Vindo de um primeiro casamento em que o meu apartamento pouco ou nada refletia a minha imagem, porque tudo era escolha do ex marido, fui morar com minha mãe. Eu estava doente. Minha mãe me acolheu e cuidou de mim. Eu vivia com o então marido em um apartamento bom, mas para onde eu nunca queria voltar. O relacionamento era muito opressor, principalmente depois que a filha dele foi morar conosco. Eu não podia decidir nada, nem o que fazer num domingo de manhã, nem mesmo trocar almofadas porque ele pouco ou nada gostava de estampas. Plantas em casa nem pensar, a não ser que a menina quisesse. O pior foi começar a odiar a minha casa por conta da terceira pessoa, que vivia ali, tomando o espaço cada vez mais, de inúmeras formas. Não quero falar sobre o casamento em si, pois isso é algo superado, mas sobre o ato de morar. Toda essa opressão foi me afastando da minha própria casa e me fazendo adoecer.






No segundo casamento, o marido veio morar nesta casa onde moro hoje. Veio assim, sem mais nem menos. Veio sem dizer que vinha (eu precisei perguntar: você está morando aqui?). Apenas entrou e eu, apaixonada como estava, sentia sim, percebia sim aquele movimento, mas ia abafando aquilo dentro de mim, por medo de perder a pessoa que eu amava. Então eu abracei aquela ideia, comecei a fazer planos, porque a casa precisava de algumas reformas, depois percebi que, embora eu não vivesse sozinha, os planos eram só meus. Fui para a internet procurar referências, comprei muitas revistas de decoração e construção e comecei a sonhar. Então, criei o blogue.




Dois cachorros grandes dos quais eu cuidava sozinha, livros espalhados por toda a casa, roupas, revistas e jornais, cachimbos, bombinhas de asma, tudo ficava totalmente espalhado e, por mais que eu conversasse, nada mudava. Cada vez que eu lavava o quintal (e isso era diariamente, afinal era 2 cachorros), eu chorava, sofria uma angústia cortante, minha garganta "fechava", e eu não sabia se odiava o marido, os cachorros ou a mim mesma, por me permitir viver aquilo. A casa precisava de um muro novo, uma pintura nova, consertos no telhado e outros detalhes. Nada, absolutamente nada importava para ele, e eu me vi novamente sozinha nos meus planos de ter um lar agradável e com personalidade. É óbvio que eu, apoiada na terapia, arregacei as mangas e contratei pedreiro, pintor e eletricista para resolver os problemas. 





Hoje minha casa tem a minha cara. Eu moro em um ambiente do qual me orgulho porque eu cuido de cada detalhe. Tenho algumas plantas, quadrinhos nas paredes, cores em detalhes, luminárias e penduricalhos. Cada coisa tem o seu lugar, a bagunça acabou. Tenho um cachorrinho fofo e uma orquídea. Só faltam a pintura externa e um painel vertical de plantas. Tenho até um chuveirão no quintal. Ainda pretendo trocar o rack da sala por um novo, com pés palito, e comprar um lustre para o meu quarto.
O mais importante não é o que a casa tem, mas como eu me sinto bem aqui!!!!!! Como eu tenho vontade de voltar para casa!!!!!!!! Como gosto de receber minha família e meus amigos aqui!!!!!! Quem entra na minha casa, geralmente, diz: "sua casa é uma graça!", e a casa é tão simples, minha gente! Deve ser a minha alegria, o meu bem-estar, que acabam contagiando as pessoas. É o meu lugar, minha segurança. Minha casa é meu "bunker", meu porto seguro, meu espaço, minha intimidade. Gosto de ficar em casa, cuidar da casa, limpar, organizar, decorar do meu jeito. Não há como viver em um espaço com o qual eu não tenho identidade. Amo minha companhia, amo ficar em casa, porque a minha casa tem a minha cara. Meus quadros, meus livros, discos, vinhos, filmes, lembranças de viagens, tudo isso forma não só meu arcabouço referencial para a vida, mas também o meu aconchego. É em casa, e sozinha, que faço as minhas viagens interiores; mergulho bem fundo no sentido das minhas preferências, no simples fato de escolher a cor de uma almofada. Quem sou eu? Hoje toda a minha casa pode responder parte desta pergunta.

O famoso relógio de parede

Minha sogra sabe que eu adoro decoração e que amo cuidar da casa. Faz um tempinho, ela me presenteou com um relógio de parede muito charmoso.

Na verdade, eu não me lembro mais se foi um aniversário, ou um Natal... de tanto tempo que o relógio ficou guardado. Nem sei por que ele ficou na caixa durante tanto tempo. Como já falei em outro post, aqui , tenho minhas "inquietudes" em relação à casinha. Ah, mas isso não importa mais.

Enfim, o relógio foi para o seu lugar há 2 meses. O lugar do relógio não foi problema, porque, no fundo, eu já sabia para onde ele iria, e que efeito isso faria na decoração. E não é que... voilà




(O relógio visto da cozinha.)






(O relógio visto da sala.)

Foi uma das fotos mais bem curtidas e comentadas no Instagram do blogue. Não faltaram elogios, nem perguntas sobre onde encontrá-lo. Rolou até um "você me vende?". Hããã?? 

Preciso dizer que foi um dos presentes mais queridos que ganhei na vida?


Inquietudes

Amo minha casa. Amo mesmo, de verdade, isso não é clichê. Não é à toa que o lema deste bloguito é "porque o melhor lugar do mundo é a nossa casa". Sou daquelas que curte ficar só em casa, quietinha, tomar um cafezinho no sofá, cuidar das plantas...

Mas tenho lá minhas inquietudes. Gosto de trocar mantas, capas de almofadas, troco alguns móveis de lugar (algumas transformações aqui e aqui ) .


No fundo, eu queria ter umas 3 ou 4 casas fixas. Só para eu ter diferentes espaços para decorar. Uma com mezanino, outra com um varandão, uma terceira com janelas coloniais, outra com lareira, uma com um belo sótão... 

Alguém se identifica?







Gostei mais da segunda versão. Daqui a pouco eu mudo de novo.

Minha sala, transformações II

Após um período sabático, voltei ontem a postar aqui. Eu gosto demais deste blogue, mas escrever demanda tempo, o que tem sido raro nos últimos meses, depois que criei a Dona Makakinha, uma marca de acessórios femininos.

Ontem falei um pouco das pequenas mudanças que tenho feito na minha sala pequenina, desde dezembro, quando ela ganhou uma pintura nova. É claro que eu vou fotografando tudo, sempre pensando em mostrar para vocês, queridos e fiéis leitores. 

Não sei na casa de vocês. Mas comigo decoração funciona assim: eu olho, testo, penso, rabisco um desenho, compro uma peça, depois outra, vou devagar. Meu marido, que não ligava muito para isso, hoje, gosta de olhar algumas imagens na internet, vai comigo às lojas de decoração e home centers, dá a opinião dele. Confesso que estou amando isso, afinal, a casa é nossa.

Aquela mesinha lateral linda que eu contei a vocês que comprei de uma amiga designer ganhou uma linda boneca africana. Foi presente de uma amiga muito querida, a Jacqueline. Ela comprou de um grande artesão de Salvador.



Além da boneca africana, fica na mesinha a réplica da Pietà, de Michelangelo, que eu ganhei de aniversário há muitos anos, de outro amigo, muito querido, de quem morro de saudades, o Kebinho. É uma das coisas mais bonitas que tenho em casa. Essa luminária será trocada em breve (não reparem, tá, ela é velhinha, mas como não tenho outra, ela fica aí mesmo, porque eu amo uma luz indireta na sala).

Com a chegada do Byron, meu gatinho filhote, que apareceu no meu portão miando desesperado de fome e resolvemos adotá-lo, o sofá vive com mantas. Ora uso manta clara, lisa, uma marfim que eu tenho, ora essa estampada na foto abaixo. Descobrimos um spray educador para cães e gatos, mas, honestamente, é preciso aplicar umas 3 vezes por dia para fazer efeito. Não me importo que o Byron sente no sofá, porém, não vou permitir que ele o destrua.





O Cristo na parede é o xodó do meu marido. Eu AMO este Cristo. Foi presente de um grande amigo nosso, o Antônio. Eu sou meio mística, adoro tudo o que se refere à fé e tenho grande curiosidade nos aspectos culturais de todas as religiões. Fui católica durante 42 anos e atualmente estou estudando e experimentando o Espiritismo Kardecista, ou seja, continuo cristã. Nesta parede eu ia colocar outros quadros, para meu marido me convenceu de que o Cristo bastava. E basta mesmo.

E não é que a plantinha voltou para dentro de casa? Coisa boa a presença do verde!!!! 



Como eu escrevi no post anterior, as cortinas serão instaladas no próximo sábado. Estou até pensando em como vou ficar sem essa luz natural!!!!!

Outro cantinho que sofreu intervenção foi o da mesa lateral feita pelo meu padrasto. Vejam:




A parede da mesinha estava muito vazia. Optei por esses acrílicos decorativos lindos da MUDO MINHA CASA. Vejam que vida a parede ganhou! Eles são leves, resistentes e fáceis de prender na parede; eu usei fita banana. A MUDO MINHA CASA merece um post falando apenas sobre ela. Trata-se de uma loja de artigos decorativos lindos, adesivos, acrílicos, papéis de parede, posters e muito mais, para todos os ambientes da casa. A loja tem preços ótimos, é de confiança, entrega direitinho e o produto vem muito bem embalado, para evitar que seja danificado. 

A mesa feita pelo meu padrasto ainda vai ganhar uns retoques, como tinha, um tampo espelhado e uma nova luminária. Eu vou mostrar aqui, assim que estiver pronta.


Minha sala, transformações I

Desde que fiz uma pintura na minha sala, em dezembro, ainda estou às voltas com a escolha de objetos decorativos. Não gosto de escolher nada com pressa para não comprar coisas por impulso, que depois acabam sendo inúteis.

Os leitores deste blogue sabem que eu sou adepta do reaproveitamento, da simplicidade, do conforto sem luxo (num país tão desigual como o nosso, acho até cafona esbanjar dinheiro). 

Eu sou muito ligada à história das coisas: tenho uma mesa, por exemplo, que tem 50 anos, pelo menos. Foi da minha avó. Guardo uma foto aos 3 anos de idade, sentada à mesa, tomando sopa com meus primos. Hoje eu tenho 44. A mesa está inteira, absolutamente, intacta.

Mas vamos falar da sala. Minha sala é bem pequena, mas isso não é um problema para uma casa onde mora apenas um casal. Quando terminou a pintura, logo começaram os festejos de Natal e eu acabei decorando alguns cantinhos com detalhes natalinos:



Foi tudo improvisado. Todos os enfeites eu já tinha. A mesinha no canto do sofá foi feita pelo meu padrasto. Ele tem 83 anos!!! Essa mesa tem imenso valor para mim. Vou colocar nela um tampo espelhado e pintar a madeira. Ainda não decidi a cor.

A mesa-bandeja eu bati o olho e fiquei apaixonada. Comprei de uma amiga, designer de interiores, que estava desapegando dessa belezura, com tampo de mosaico, devido à mudança para um apartamento novo.

Após as festas, veio aquele vazio... Eu pensei em comprar muita coisa, mas não consegui me desfazer de outras. Até hoje ainda estou decorando a sala. Só ontem compramos as cortinas (meu marido opinou na escolha, o que foi muito legal, porque geralmente ele é meio desligado dessas coisas). O sofá foi presente do meu pai.





O que colocar no sofá? Quantas almofadas? Com ou sem manta? Ele é um sofá de 3 lugares bem espaçoso, com 2,10m de comprimento. Por um tempo fiquei com essas duas opções acima.

E os pufes? Eu adoro esses pufes quadradinhos porque sempre dá pra acomodar mais alguém na sala, para um bate-papo. E a plantinha? Coloco verde dentro de casa ou não? Foi outro ponto que demorei a decidir. E hoje, com a chegada do Byron, nosso gatinho filhote, a planta votou para a varanda, porque ele certamente espalharia a terra pela casa. 







Primeiro os pufes ficaram num cantinho com a planta. Quando meu marido trouxe a cadeira de balanço do quarto para a sala, os pufes ganharam outro espaço. E minha mesa linda também mudou de lugar. Nestas últimas fotos, já tínhamos comprado um tapete (provisório, rsrs).

Na foto abaixo, vou mostrar um panorama geral, antes da chegada do Byron:





As paredes aqui continuavam vazias. Mas, gente, mudou muita coisa. Mas isso é assunto para um post semana que vem. Vou arrumar a sala, fotografar e mostrar tudinho aqui.

A luz natural é tão boa, que dá pena colocar uma cortina, mas já compramos e elas serão instaladas neste sábado.

E os quadrinhos também estão, aos poucos, sendo instalados.

Este espelho é de madeira maciça. Ganhei de uma amiga muito querida. Está no chão, do outro lado do sofá, por ora, enquanto não decidimos onde colocá-lo. Confesso que adorei assim.



Já falei várias vezes aqui: casa tem de ter personalidade, sua decoração precisa mostrar quem você é, falar dos seus gostos, da sua história. Não há nada mais frio do que uma casa com cara de showroom.

Reforma em casa

É sempre bom reformar a casa. Na verdade, há controvérsias. 
Existem pessoas que têm pavor de obra, principalmente quando se mora dentro do ambiente em reforma. Faz sentido, afinal, durante o trabalho, é preciso conviver com a desordem e a poeira.
Particularmente, não me incomodo. Eu gosto de mudanças. Para mim, pintar uma parede, reformar um móvel, criar um jardim, trocar uma cortina, pintar azulejos, trocar o piso da casa, tudo isso me alegra interiormente, pois me dá a sensação de que estou andando, caminhando, seguindo em frente, evoluindo e, é claro, deixando para trás o que já passou. 
Parece loucura, mas uma reforma em casa é algo muito simbólico pra mim. Eu sou assim.


Eu gosto até de mudança, por incrível que pareça. Mudança dá muito trabalho, entretanto, quer você queira ou não, ao encaixotar os objetos para transportá-los, você acaba olhando para eles, sentindo-os, percebendo-os. São memórias que regressam, boas e ruins, de fato, mas na nossa vida o que não nos matou até agora, certamente só nos tornou mais fortes. Lembrar é bom, fortalece.
Durante a mudança, ao percebermos os móveis, as louças, roupas e calçados, discos e livros, quadros, tapetes, revisitamos as coisas, com um outro olhar e, não raro, deixamos algumas delas na antiga casa. Talvez aquilo não faça mais sentido na nossa vida, não combine com a nova decoração, ou até descobrimos que nunca, em tempo algum, aquilo nos foi necessário, talvez fora comprado num impulso de consumo e ficara guardado por puro apego material.
Assim como mudanças e reformas, em adoro abrir e olhar para os meus armários. E sempre, sempre descubro a mesma coisa: que eu tenho muito mais do que o necessário para viver, embora eu não tenha dinheiro sobrando e viva uma vida simples. 


Estamos fazendo mais uma pequena reforma em casa. Eu moro em uma casa boa e simples, em um bairro de classe média baixa, de gente trabalhadora, no centro da cidade de São Gonçalo, RJ. Esta casa data dos anos 50. Ela teve uma grande reforma nos anos 70 e está com o estilo setentinha até hoje (eu adoro isso). Em breve eu vou mostrar as pastilhas da fachada, o arco da varanda, o ladrilho. Meus pais compraram esta casa nos anos 80 e fizeram outras reformas, mas sem descaracterizá-la. Nos anos 90 e 2000 ela teve algumas pinturas. Desde que vim morar aqui, comecei a consertar alguns itens necessários: marido e eu fizemos uma reforma na parte elétrica e alguns consertos na parte hidráulica. A casa tinha fossa e caixa de gordura antigas, que foram trocadas por novas (no caso da fossa, esqueci o nome do tubo que o pedreiro colocou, é algo moderno). Fizemos um muro, restauramos o quintal, construímos um jardim, fizemos até uma nova calçada. Até o telhado precisava de reformas. E ainda falta muita coisa!
Recentemente resolvemos pintar a sala e o corredor. É mais uma etapa do planejamento. Queríamos uma cor clara, leve, mas não o branco.  Então optamos por um verdinho bem claro, tipo "verde erva doce" (posso até olhar na lata e ver o nome certinho da cor). Compramos uma tinta excelente da Sherwin Williams, que cobre bem, seca rápido, tem bom rendimento e não tem cheiro. 

 Esta mesinha foi feita pelo meu padrasto e será, em breve, vermelha. A luminária será trocada.

Meu marido ficou super nervoso com a reforma. A parede precisava de massa, lixa, pra depois receber a tinta. Por causa da umidade, havia buracos em alguns pontos do reboco. Em um trecho no canto da sala, o pintor teve até de refazer o emboço. Faz bagunça sim, faz poeira sim. Depois fica tudo novinho e lindo, pronto para uma nova decoração.
Para mim a reforma é extremamente excitante. É um jeito de melhorar o ambiente em que vivo, onde passo meus melhores momentos, onde recebo as pessoas que amo, onde leio, cozinho, vejo tevê, escrevo, brinco com meu cachorro, cuido das minhas plantas, onde passo boa parte do meu tempo. Minha casa é onde me sinto segura, onde me abrigo da chuva e do sol escaldante. É o lugar para onde volto: meu lar, o meu aconchego, o meu porto seguro. 


 Eu AMAVA a composição de quadrinhos desta parede, mas, com a pintura, tive de retirá-los. Estou querendo aproveitar alguns.


Alguns cantinhos já estão sendo arrumados. Eu demoro um pouco para decorar porque fico pensando, buscando inspirações em revistas e blogues, adequando ao espaço as coisas que eu já tenho, faço desenhos no papel, reciclo objetos.
É como recomeçar, é seguir em frente, é cuidar de si mesma, eu sinto assim. Decoração tem que ter a minha cara, não uma cara de loja. Nossa casa tem de ter impressa a nossa personalidade. 
Se você entrar aqui, certamente vai saber: aqui mora gente que ama livros, gente que adora cinema, gente que ouve Beatles e música clássica, gente que admira Arte, gente que reza e preza pela simplicidade.



Ainda estou naquela fase de estudar, experimentar, testar possibilidades, tudo sem perder a personalidade. Estou testando uma parede de divinos, uma parede de espelhinhos. Já falei outras vezes da minha casa aqui no Casinha Bonitinha, agora vou falar mais ainda. Semana que vem tem uma pequena reforma no meu quarto. Meu marido vai enlouquecer, rsrsrs.



Porque o melhor lugar do mundo é a nossa casa. Eu acredito nisso, de verdade.

Este post NÃO É um publieditorial.

Organizando a maquiagem (e algumas ideias para um organizador de talheres)



Acho que a regra número um da organização é sempre colocar as coisas nos seus devidos lugares. No dia-a-dia, eu sei, nem sempre é fácil tirar algo do lugar e devolvê-lo na mesma hora. Eu sei disso, mas vou ser honesta: faça um esforço, torne isso um hábito, e você vai ver que, em breve, esse gesto será a sua rotina. E vai facilitar a sua vida. Como? Você não vai mais perder tempo procurando as coisas, porque vai saber exatamente onde elas estão.

Eu decidi ter menos coisas, disse isso no outro post. Menos roupa, menos maquiagem, menos louças, menos sapatos. Na minha casa moram 2 pessoas e não recebemos muita gente com frequência (nem cabe muita gente aqui). Eu não preciso de, por exemplo, 6 jogos de xícaras! 6 jogos! Não, é muito. É realmente muita coisa, que só ocupa espaço. 

Organizando a maquiagem, eu vi que eu tinha mais de 20 batons! Alguns, óbvio, fora da validade. (Por favor, gente, tudo, absolutamente tudo o que estiver fora da validade deve ir para o lixo.) Agora, se eu não sou obrigada a usar batom todos os dias, na verdade, nem uso, por que eu precisaria de mais de 20 batons? Eu não preciso de 6 tipos diferentes de rímel. Confesso que nem saco tenho para usar e nem entendo aquilo tudo: um separa os cílios, outro alonga os cílios, outro dá efeito de cílio postiço, um quarto rímel alonga e é à prova d'água... e por aí vai. Coisas inúteis que a mídia coloca como necessidades para a nossa vida e para a nossa felicidade. E o pior: a gente acredita nisso.

Procurei na blogosfera mil maneiras de organizar a pouca maquiagem que me restou (e é tudo de que preciso, obrigada), e ela coube exatamente em um... pasme!... organizador de talheres. Adorei a ideia porque assim fica tudo fácil de encontrar na hora de me arrumar para sair. 




E você deve estar se perguntando pelos batons. Eles ficam em um prático organizador de batons, daqueles de acrílico, que cabem 6 unidades. Exatamente a quantidade que eu tenho agora.

Olha a inspiração!





Mas... um organizador de talheres? Sim, eles servem para organizar muitas coisas. Aqui em casa, por exemplo, ele já faz parte de outro cômodo, organizando, na mesa, os objetos que mais uso no home office. Olha!





A inspiração? 

 










Ah, claro, eles também organizam talheres! hihihihihi

Besitos

Flavia


Imagens: Tu Organizas, Pinterest

Sugestão de leitura sobre organização

No post anterior eu falava sobre a decisão (e uma certa necessidade que eu senti) de reorganizar a minha casa. Várias coisas precisavam mesmo de um olhar mais demorado, com mais carinho da minha parte. Se você não leu, clica aqui

Quando eu organizo, arrumo e limpo gavetas, armários, cômodas, estantes, eu sinto um certo "alívio". Sempre pensei que o sentimento fosse esse. Alívio. Na verdade, é mais do que isso. Eu sinto como se eu estivesse me organizando e me limpando também por dentro. É uma sensação de eliminar o excesso, descartar o excedente. E recomeçar. 

Eu pensava que esse era um sentimento só meu, de uma pessoa organizada, que não sabe viver na bagunça, que gosta da casa limpinha, arrumada e cheirosa. Qual foi hoje a minha surpresa? Na livraria, hoje, passeando meus olhinhos pelas estantes, eu descobri (e acredito que nada seja por acaso) este livro aqui, olha!



Comprei na hora! Custou só 29 reais. A minha primeira curiosidade foi acerca dos critérios de limpeza e organização dos monges. Achei interessante. Lendo a orelha do livro, sentada num café, descobri que "Segundo o Budismo, fazer faxina significa remover a sujeira do espírito."

Eu não estava errada em sentir "alívio" quando organizo minha vida. Keisuke Matsumoto, monge budista, autor do livro, explica que "os monges dedicam boa parte de seu tempo à limpeza porque encaram a faxina como um aprimoramento espiritual". 

Agora, feliz pela descoberta e mais curiosa ainda, vou ler o livro bem rapidinho (o da Marie Kondo eu li em 2 dias, rs) e prometo uma resenha bem bacana para você, leitor do CB.

Namastê!

Flavia




Quadrinho feito por mim

Havia aqui em casa uma moldura vermelha, que eu guardei sem saber exatamente para que. Não pensei a princípio no que fazer, mas como o material era bom e tinha até o vidro de proteção, deixei-a num cantinho para um dia reaproveitá-la. 
Esses dias, organizando o home office, encontrei uns postais, com lindas gravuras. Lembro que ganhei em promoções do restaurante Spoleto. Gente, na hora em que bati o olho nas gravuras, lembrei da moldura vermelha. 




Então escolhi alguns dos muitos postais que tinha, fui colando no fundo do quadro, para fazer a composição.




Essas pontinhas pra cima fui acertando com cola e pesinhos sobre os cartões.
Vejam detalhes das gravuras lindas. Todas eu ganhei no Spoleto.







Agora, vejam se eu não tinha razão sobre como elas combinavam com a tal moldurinha vermelha!







Foi parar num cantinho da sala. Eu amei, até marido elogiou. E outros amigos também.
E você, gostou?

Besitos

Flavia

O que tem na sua casa?

Acho que já falei aqui que não resisto a dar uma olhadinha quando ando pelas ruas e vejo uma janela aberta pela vizinhança (coisa feia, Flavia!).
Além desse "mal costume", eu tenho a mania de imaginar as casas das pessoas. #prontofalei
Não se salva ninguém: amigo, namorado, colega de trabalho, um desconhecido no trânsito, até o padre!
Sempre imaginei casa de padre a coisa mais simples do mundo, mas com muitos santos e muitos livros, até que tive a oportunidade de conhecer algumas e desfazer o mito.
Imagino se a pessoa é caprichosa ou meio porquinha, como ela organiza os sapatos, a despensa, o que tem no closet (ah, o closet!).
Dizem por aí que é pelo lixo que se conhece o dono da casa. Verdade? Não, ainda não cheguei ao ponto de fuçar o lixo alheio. Entretanto, creio que o que revela mesmo quem a pessoa é, são seus livros e discos, os quadros também.
Quando comecei a namorar meu marido, eu queria era ver a biblioteca dele. Como ele arrumava, se era por ordem alfabética de autor, de título, se era por gênero, por época...
Ah, vai, você, leitora do Casinha Bonitinha, nunca teve curiosidade no armário do banheiro de ninguém? A gaveta de remédios? A caixinha de maquiagem?
E já que eu quero ver, eu também vou mostrar. Já revelei um pouco da minha casa aqui. Quem quiser ver, basta procurar o marcador "minha casa".
Hoje você, caríssima leitora, vai conhecer um pouco da minha biblioteca, quais serão os meus livros? O que eles dizem sobre mim?




Poesia estrangeira. O Mario Benedetti e o Eugenio Montale eu conheci recentemente, e recomendo. Ambos têm um texto lindo. Clássicos como Baudelaire, Shakespeare e Camões não podiam faltar.







Poesia nacional. O Bandeira e a Cecília sempre foram grandes paixões. A Adélia Prado eu tenho lido bastante. Ela cria lindas imagens de uma forma tão simples!





Espiritualidade católica. O Catolicismo eu tenho por formação. Com todos os problemas, amo a Igreja Católica. Filosofia tradicional e pensadores reformadores fundamentais, como o Leonardo Boff e o Frei Betto.





Espiritualidade e Filosofia. O Espiritismo conheci recentemente, através do meu marido. Estou começando a estudar a doutrina. Sim, sem preconceito algum. O Dalai Lama nem preciso apresentar, né, uma alma evoluída, um exemplo para todos nós! Eu sempre acreditei que a fé cega é fanatismo. É preciso estudar, conhecer, confrontar. Quem não tem dúvida, não tem fé.





Eu não aceito essa ideia de que o Islã é terrorista, é de uma imbecilidade brutal. Os fundamentalistas sim são terroristas. E existem fundamentalistas em todas as religiões. Aqui, alguns livros teóricos e reportagens muito interessantes sobre essa parte do Oriente.





Um pouco de prosa nacional. Dona Flor é um dos melhores romances que já li.



Prosa internacional. Os russos!!! Os melhores escritores do mundo :)

Dia desses perguntei ao meu marido, caso o mundo acabasse, uma hecatombe global, com aliens e etc, se a gente pudesse ter apenas 1 livro, que livro ele teria. E ele respondeu, "a Bíblia". Eu disse, "Crime e Castigo".





Nem preciso explicar...





Uma paixão interrompida.




Meu lado mulherzinha :)

A biblioteca do marido eu não mostro não. Não sem a autorização dele. E se ele autorizar, ele vai organizar antes das fotos.

Se você quer mostrar um pouco da sua casa, escreve pra gente: casinhabonitinha@gmail.com
Mande fotos, confesse suas curiosidades. Quer usar um pseudônimo? Tudo bem. Ninguém precisa saber. Eu vou amar ver o que tem na sua casa.

Besitos.

Flavia





Layout por A Design